
leio a biografia da grande menina [“Mademoiselle Chanel”] nos lábios, na voz e nos gestos da grande senhora [Marília Pêra]. em palco o glamour e o talento reflectem-se nas palmas do público.
da vida [e do texto] uma conclusão: o importante não é amar para viver. antes viver para amar. tudo e todos.
o pano ainda está aberto, os projectores pintam as tábuas de azul e o céu da solidão que pinta o cenário de branco devolve-nos a imagem dos espelhos.
porque o teatro é sempre um mar por desbravar. mais ainda porque é domingo e lá fora chove, criando lagos perfeitos para as caravelas da nossa imaginação.















