submergir. do azul forte, escuro, denso até ao limite das águas. até o sol nos banhar a face, até a pele ganhar a cor e a forma, o corpo o peso e a medida. até nos sentirmos respirar, asas livres sem pressão. sem medo.
a fragrância do azul sabe a mar. tem sal e movimento, tem estrelas, pedras, tem algas e mais sal. dizem que sempre tem sol. dizem que sempre tem força. mas eu acredito que o azul [o mar] também sabe chorar. e tem lágrimas que são gotas, que são nossas, que são minhas, que não são de ninguém.
submergir dos teus vestidos azuis enrolados em mim, presos ao sabor do meu corpo. decifrar a textura do vento, das areias que incomodam até tu chegares, da pele que usas com cheiro de amor. encontrar os teus lábios rubros envergonhados do teu olhar azul.
como o céu e o mar se pintam, nos mergulhos que damos abraçados. e tu, farol, que nos olhas enamorado.
pudera os dias viver só de fragrâncias azuis. como o de hoje.
»» azul C-A #2























